Os alunos do 7º ano do ensino fundamental do Colégio Salesiano do Salvador, na cidade de Salvador, Brasil, passaram as manhãs dos dias 15 e 16 de julho aprendendo sobre a cultura africana. Foram realizadas aulas na Casa de Angola, no Museu Afro-Brasileiro e no Solar do Ferrão. Os alunos ouviram explicações sobre os aspectos culturais, históricos e sociais relacionados à cultura do povo africano.
A Casa de Angola representa uma conexão cultural entre África e Brasil e, mais especificamente, entre Angola e a Bahia. O espaço foi reformado junto com a revitalização do Centro Histórico da capital do Estado da Bahia e é uma extensão da Embaixada de Angola no Brasil.
O Museu Afro-Brasileiro está localizado na primeira escola brasileira de Medicina. O acervo é composto de peças da cultura material de origem ou inspiração africana. A exposição mostra esculturas, máscaras, tecidos, cerâmicas, adornos, instrumentos musicais, jogos e tapeçarias provenientes do continente africano. Há, por outro lado, objetos nacionais relacionados à religião afro-brasileira na Bahia.
Já o Solar Ferrão fica nas proximidades do Largo do Pelourinho, também na parte histórica de Salvador. A construção de 5 000 metros quadrados guarda características da segunda metade do século XVII. Em 1756, os jesuítas instalaram um seminário no prédio, que, no mesmo século, tornou-se propriedade da família Ferrão. Daí em diante, funcionou como residência de famílias nobres, teatro e sede do Centro Operário. Em 1977, foi adquirido pela Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural (atual IPAC), que, depois da reforma, transferiu para o prédio a sede administrativa.
O estudo da História e da Cultura Africana e Indígena é obrigatório nas escolas do Brasil desde 2003. Mesmo antes da lei, a Rede Salesiana de Escolas (RSE) já destacava o assunto no material didático produzido por ela e usado nas salas de aula.